segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Primeiros movimentos

21/12/2008

Comçamos a viagem ontem às 10 da manha, no ônibus Rio-Puerto Soares. Confirmei a teoria de que a melhor coisa a fazer antes de uma viagem longa é se cansar bastante. As horas no ônibus passaram facilmente. Ele deu uma quebradinha entre Campo Grande e Aquidauana, que, depois de um concerto improvisado por um passageiro, nos deu o tempo exato para umas cervejinhas. Duas horas depois seguimos.

Já estamos no Pantanal, dizem as placas.
Uma ou duas horas de viagem depois, me convenço. Já vi da janela do ônibus um veado e um tuiuiu.A vegetação é bem diferente do que eu imaginava. Um cerrado frondoso e muito verde, muitas epífitas, chega a formar uma mata densa. Alguns kilometros depois, buritizais a perder de vista. Mais adiante, começam a surgir uns lagos (ou possas), cobertos de aguapés. A vegetação ganha aspecto de savana.

Não conseguimos passagem no "trem da morte" e a única maneira de embarcar era num esquema de subornar (caro) o guarda do trem e viajar no restaurante. Para o dia seguinte também não há. Dormimos em Puerto Quijaro e no dia seguinte, lunes, embarcamos naquele que, pela aparência, merece o nome de ônibus do suplício.

Puerto Qujaro e a vizinha Puerto Soares são cidades que fazem Corumbá, a correspondente no lado brasileiro, parecer linda e próspera. Ruas de terra, construções amontoadas, lojas e gente pela rua que vendem quase todas as coisas misturadas. Puerto Soares é um bocadinho menos ferrada. Tem uma praça grade com uma igreja e alguns restaurantes a volta. Cerveza Paceña - boa e cara e empanadas (não comparáveis às do San Juanino, mas são empanadas).

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